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União Europeia · · 1 min de leitura

França renova suspensão de suplementos com Garcinia cambogia

A França renovou oficialmente a proibição de suplementos alimentares contendo Garcinia cambogia por mais um ano, reforçando preocupações de segurança já identificadas anteriormente.A decisão foi publicada em 16 de abril de 2026 e entrou em vigor em 18 de abril de 2026, mantendo a suspensão de import

Por Juliana Marona, consultora regulatória de exportação de alimentos e bebidas

França renova suspensão de suplementos com Garcinia cambogia

A França renovou oficialmente a proibição de suplementos alimentares contendo Garcinia cambogia por mais um ano, reforçando preocupações de segurança já identificadas anteriormente.

A decisão foi publicada em 16 de abril de 2026 e entrou em vigor em 18 de abril de 2026, mantendo a suspensão de importação, comercialização e distribuição desses produtos no país.

A medida segue o princípio da precaução após avaliações da ANSES, que identificaram riscos relevantes associados ao ingrediente.

Entre os efeitos adversos reportados:

🔸 Hepatite aguda (inclusive em pessoas saudáveis)

🔸 Distúrbios psiquiátricos

🔸 Problemas cardiovasculares

🔸 Complicações musculares

Os dados indicam que o risco está ligado ao próprio ingrediente, e não a marcas específicas.

O que a medida determina

✔ Suspensão da importação e venda no território francês

✔ Proibição de colocação no mercado (gratuita ou comercial)

✔ Aplicação válida por mais 12 meses

A decisão também considera que ainda não há uma conclusão final da European Food Safety Authority sobre a segurança do ácido hidroxicítrico (HCA), principal composto ativo da planta.

Impactos para empresas

✔ Revisão imediata de portfólio de suplementos

✔ Atenção a ingredientes botânicos com alegações funcionais

✔ Monitoramento de decisões futuras em nível europeu

O caso reforça uma tendência clara: ingredientes naturais estão cada vez mais sob escrutínio regulatório especialmente quando há evidências de risco pós-mercado.

A renovação da suspensão mostra como autoridades podem agir rapidamente com base em dados de vigilância, mesmo antes de decisões harmonizadas na UE.

Fonte: Legifrance (Governo Francês) + ANSES

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