União Europeia · · 1 min de leitura
Parlamento da UE bloqueia proposta que permite pesticidas em alimentos importados
O Parlamento Europeu rejeitou propostas que permitiriam resíduos de pesticidas proibidos em alimentos importados, assegurando que produtos agrícolas de fora da UE sigam os rigorosos padrões de segurança europeus. A Comissão Europeia propôs "tolerâncias de importação" para substâncias já pr
Por Juliana Marona, consultora regulatória de exportação de alimentos e bebidas

O Parlamento Europeu rejeitou propostas que permitiriam resíduos de pesticidas proibidos em alimentos importados, assegurando que produtos agrícolas de fora da UE sigam os rigorosos padrões de segurança europeus. A Comissão Europeia propôs "tolerâncias de importação" para substâncias já proibidas na UE, como:
- Ciproconazol: fungicida usado em cereais, café, beterraba e árvores frutíferas.
- Espirodiclofeno: acaricida utilizado em frutas cítricas e vinhedos.
- Benomyl: fungicida usado em maçãs e peras, prejudicial a microrganismos.
- Carbendazim: fungicida eficaz contra doenças de plantas em frutas e vegetais.
- Tiofanato-metil: fungicida sistêmico para várias culturas.
A rejeição, com mais de 500 votos, reflete o compromisso com a segurança do consumidor, evitando que substâncias proibidas entrem na cadeia alimentar. Agricultores europeus seguem normas rígidas de pesticidas, o que aumenta seus custos de produção, e permitir a importação de alimentos tratados com pesticidas proibidos criaria uma competição injusta. O Parlamento exigiu que novos regulamentos estabeleçam níveis máximos de resíduos em alimentos importados no limite mais baixo detectável (idealmente 0,01 mg/kg), protegendo a saúde pública e promovendo práticas agrícolas sustentáveis.
Fonte: Site Affidia Journal
